Os benefícios da maca peruana na sua saúde
A maca peruana (Lepidium meyenii) é uma raiz nativa dos Andes, cultivada há mais de dois milênios e frequentemente chamada de "ginseng peruano". Parente do brócolis, da couve-flor e do nabo, tornou-se popular como um superalimento energético e adaptogênico. Aqui separamos o que a ciência realmente sustenta do que ainda é promessa de marketing.
Energia e resistência
Tradicionalmente usada por povos andinos para aumentar a resistência em altitudes elevadas — pode reduzir a fadiga física e mental.
Recuperação muscular
O consumo após exercícios pode ajudar a reduzir a dor e a fadiga muscular.
Antioxidante e neuroproteção
Rica em polifenóis, glucosinolatos e flavonoides, combate o estresse oxidativo, protegendo células e neurônios.
Fonte de nutrientes
Vitaminas C, D e do complexo B, minerais (ferro, cálcio, zinco), proteínas, fibras e ácidos graxos essenciais.
Prevenção da osteoporose
Pode exercer efeito protetor sobre a perda óssea, especialmente em mulheres na menopausa.
Sintomas da menopausa
Pode ajudar a aliviar ondas de calor, suores noturnos, ansiedade e depressão associados à menopausa.
O que a ciência diz sobre libido e fertilidade
A maca é mais famosa por seus efeitos na libido. Estudos mostram que doses de 1.500 a 3.000 mg por dia podem melhorar o desejo sexual em homens após 8 semanas, e 3.000 mg por dia por 12 semanas aumentaram a libido em mulheres com disfunção sexual induzida por antidepressivos. Há também evidências de melhora na disfunção erétil leve com 2,4 g por dia por 12 semanas. Pesquisas indicam que pode aumentar a contagem de espermatozoides em até 20% e sua mobilidade em 14%. Sobre glicemia, estudos em ratos sugerem um possível efeito benéfico, mas ainda faltam estudos em humanos para confirmar.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que qualquer alegação terapêutica, funcional ou de saúde da maca peruana é "completamente irregular" no Brasil, pois não há processo de avaliação de segurança e eficácia do produto como medicamento. A maca é vendida como alimento ou suplemento alimentar — não como um tratamento comprovado.
Quanto consumir
- Em pó: 1 a 2 colheres de sopa por dia (cerca de 3 g a 10 g).
- Em cápsulas (500 mg a 1000 mg): 1000 mg a 3000 mg por dia, geralmente divididos em 2 ou 3 tomadas.
- Para efeitos específicos (como libido): estudos usaram doses de 1500 mg a 3000 mg por dia.
Comece sempre com a dose mais baixa e aumente gradualmente para avaliar a tolerância do seu organismo. A forma em pó gelatinizado é a mais comum e recomendada, por ser mais fácil de digerir — pode ser misturada em vitaminas, sucos, iogurtes ou smoothies. O sabor é terroso e levemente de caramelo, combinando bem com banana, cacau e canela.
Gestantes e lactantes: o consumo não é recomendado, devido à falta de estudos de segurança.
Doenças hormonossensíveis: pessoas com histórico de câncer de mama, ovário, útero ou próstata devem evitar — a maca pode interferir no equilíbrio endócrino.
Distúrbios da tireoide: consumir apenas com orientação médica.
Efeitos colaterais: pode causar desconforto estomacal leve; em excesso, pode levar a insônia, nervosismo ou alterações hormonais.
A maca peruana não deve ser vista como tratamento comprovado nem solução isolada para qualquer condição de saúde. Pessoas com doenças hormonossensíveis, distúrbios da tireoide, gestantes e lactantes devem conversar com a equipe médica antes de qualquer suplementação.